segunda-feira, julho 24, 2006

Tudo o que sou não é mais do que abismo
em que uma vaga luz
com que sei que sou eu, e nisto cismo,
obscura me conduz.

Um intervalo entre não-ser e ser
feito de eu ter lugar
como o pó, que se vê o vento erguer,
vive de ele o mostrar.

Fernando Pessoa